História
Nascida em 1893, em São João da Boa Vista, Edwina Noronha de Andrade viveu toda a vida ligada à cidade e por longos períodos à zona rural. Esse convívio com a roça, com a oralidade popular e com a música feita em casa atravessa a sua obra.
Autodidata no violão, escolheu um instrumento ainda cercado de preconceito para as mulheres de sua época. Participou de saraus, apresentações musicais e iniciativas teatrais em São João.
A pesquisa reunida atribui a Edwina mais de 500 composições. Entre elas estão “Canoeiro”, “N’é mentira, não” e “Meu São João”; canções como “Cateretê” e “Hei Boi” circularam em gravações de Inezita Barroso, e “Canoeiro” também aparece associada ao filme João Negrinho. Seu nome segue lembrado ainda como membro honorário da Academia de Letras de São João da Boa Vista.
Também no acervo
