Abertura
Nascida em Vila Real, Portugal, em 1884, Maximina Conceição Gustavson passou a integrar profundamente a vida cotidiana de São João da Boa Vista por meio da antiga Padaria Alemã. Em terras sanjoanenses, casou-se em 1913 com o sueco Carl Gustavson, com quem formou a família e o núcleo de trabalho que marcaria gerações.
Em 1921, o casal assumiu a padaria e a residência anexa, tornando o estabelecimento uma referência da cidade. Após a morte do marido, em 1958, Dona Maximina permaneceu à frente do negócio até falecer, em 20 de junho de 1965. Sua filha foi a médica Jeny Gustavson Saraiva.
Trajetória
A memória da padaria ultrapassa o comércio. O lugar ficou gravado pelo cheiro do pão quente, pelos doces e biscoitos famosos, pelo salão simples e movimentado e pelo fato de funcionar como ponto de encontro da cidade. Na lembrança de antigos frequentadores, a casa fazia parte da experiência afetiva de crescer em São João.
Dona Maximina também é lembrada pela generosidade. Durante anos, distribuiu pão com mortadela a famílias muito pobres e ajudou trabalhadores de circo em temporadas difíceis. No balcão da padaria, trabalho firme e atenção concreta a quem precisava caminharam juntos.
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